terça-feira, 16 de junho de 2009
A ERA DA FALSIDADE
Beatriz Thielman entrevistou o chef Renato Freire para a Globo News. Ele acaba de lançar o livro Gastromagia – a enciclopédia da comida falsa. E ensina que se faz caviar de sagu, lagosta de merluza, curau de abóbora. Que barato esquisito é esse? Terá alguma coisa a ver com as bolsas “Prada” que os camelôs apregoam na Praça Saens Peña? Com seios de silicone e beldades de photoshop? Sinal dos tempos?
SIMONAL
Um dos temas do Saia Justa, no final de maio, foi o documentário Simonal – Ninguém sabe o duro que dei, e que está está bombando aqui no Rio. A conversa girou em torno da patrulhagem ideológica de que ele teria sido vítima. Pena que muito material precioso se perdeu, com os incêndios da TV Record e da TV Tupi, que aconteceram mais ou menos na mesma época. Sem querer tirar o mérito dos realizadores do filme, o que sobrou foram meias verdades, infelizmente. Faltou o material dos shows de MPB ao vivo, feitos para a televisão. Ali se podia ver que gente já famosa e prestigiada – como Chico Buarque, por exemplo – acreditou em Simonal, no seu inegável talento, e lhe deu muita força no início da carreira. Ao contrário do que possa parecer, Simonal não foi empurrado para o ostracismo por revanche ou boicote. Ele foi alçado à fama pelos que lhe deram força a favor. Apenas deixou de receber o apoio que recebia antes. Talvez tenha sido imaturo ao subestimar a importância dos apoios que recebia. Talvez ingênuo o suficiente para achar que, com seu talento, podia tudo, e prescindia do apoio e da solidariedade dos colegas de profissão. Procurar culpados pelo abortamento dessa carreira brilhante, a essas alturas, é distorcer os fatos. Melhor será resgatar o que sempre foi bom – o carisma e o talento inegável desse show-man, dos mais brilhantes que já nasceram por aqui. Inigualável, talvez.
domingo, 14 de junho de 2009
PÕE NA RODA
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PEQUENAS AÇÕES, GRANDES RESULTADOS
Muito legal o artigo do Carlos Werneck, no O Globo de sexta-feira, comentando o livro O Ponto da Virada, do norte-americano Malcolm Gladwell, sobre as ações para reverter o alto índice de criminalidade de Nova York na década de 80. Werneck chama a atenção para os bons resultados das pequenas ações, que podem ser implementadas a curto prazo e já dão a sensação de que a desordem não está mais sendo tolerada. A limpeza das pichações, por exemplo, levou seis anos. Bem que a gente poderia começar por aí, no Rio de Janeiro. A cidade toda rabiscada é o maior baixo astral. Limpar e coibir. A pena pra quem é pego pichando deveria ser apenas limpar o dobro do que sujou, na primeira vez, o triplo, em caso de reincidência, e assim por diante. Dá pra aplicar até em menor.
PRECISANDO DE GENTE?
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E SE? ESPINAFRE AQUI
E se Juscelino, ao invés de fazer Brasília, tivesse feito uma ferrovia ligando o Rio Grande do Sul ao Rio Grande do Norte? Daquelas bacanas, com trens de luxo, carro restaurante e cabines leito... e também com trens de carga levando comida e produtos de uma ponta à outra do país? Deixava a capital federal onde estava, quieta e sossegada, e ainda evitava o rodoviarismo desenfreado que agrava o aquecimento global e.... tá certo, ninguém pensava nisso na década de 50; mas com a grana que foi gasta pra fazer a nova capital, dava pra fazer tanta coisa mais eficaz, já que a ideia era levar o progresso ao centro do país....
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IDEIAS MIRABOLANTES
Uma das nossas idéias mirabolantes mais antigas e mais queridas é a de juntar as ações de educação com as de saúde e vice-versa. Pensamos nisso desde o tempo em que a CTC, empresa municipal de ônibus do Rio de Janeiro, foi desativada, lá pelo final da década de 80 ou início da de 90. Para onde foram os ônibus da CTC? Então mirabolamos transformá-los em consultórios volantes, de odontologia e de clínica médico-pediátrica. Esses ônibus-consultórios percorreriam as escolas municipais, onde fariam tratamentos preventivos nos alunos e suas famílias. Com coleta de sangue, fezes e urina, remoção de placa bacteriana, profilaxia de cáries, exames de acuidade visual, audição, orientação pra a reprodução planejada, encaminhamento para pré-natal. Os alunos e suas famílias se transformariam em multiplicadores da cultura da prevenção. Sem falar na quantidade de situações de ensino-aprendizagem que uma simples consulta pode gerar.
E você? Também tem ideias mirabolantes? Mande pra cá.
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